segunda-feira, 2 de março de 2015

Chuva de Verão- De alma lavada

 Hoje choveu. Uma chuva forte, imponente. Do tipo que mesmo tempestade, me lava, me acalma. Daquelas que a minha alma pede de vez em quando. Hoje choveu pra São Paulo, mas a chuva que molha a minha alma, já não tem se dissipado a muito tempo. Gosto de comparar as más fazes da minha vida com tempestades. Porque apesar de serem pesadas, angustiantes, são passageiras. E tal tempestade me traz coisas boas. A cada tempestade, me sinto mais apaixonada pela vida, mais amada por ela. A cada tempestade, me livro de sujeiras que o coração insiste em carregar, restos de antigas lembranças, restos de um antigo eu. Mas a tempestade vem, e com a força que possui, arranca-me as dores antigas, que já não existem motivos para serem carregadas. E é por isso que eu amo essas tempestades, que de vez em quando vem me visitar, me agitar, me acalmar. Me molhar. São um calmante, depois da turbulência dos ventos. Vês o que ela é na realidade ? É a prévia do sol. Nada mais é do que um aviso, e vem correndo me dizer : "Seu céu vai clarear, espere tão somente eu fazer meu trabalho."
 E hoje o sol surgiu lá fora, me avisando que logo dará fim à minha tempestade.
(Texto de 19/11/13)

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