"Estou
tentando ser bem honesto
To dizendo tudo o que eu penso
Tão sabendo que eu te peço Deus
To dizendo tudo o que eu penso
Tão sabendo que eu te peço Deus
Venha
o Teu reino
Bem dentro e lá fora
A Tua vontade
Pra sempre e agora
Pois tenho fome
Do pão desse dia
Daquilo que é só Teu"
Bem dentro e lá fora
A Tua vontade
Pra sempre e agora
Pois tenho fome
Do pão desse dia
Daquilo que é só Teu"
Passa
o tempo, as horas e as eras. Passa a curta vida, sem sentido e sem rumo. Vem e
vão reinos. Passos ao nosso redor, são dados apressadamente. Como se as pessoas
tivessem controle sobre tudo o que acontece debaixo do manto da alma, como se
soubessem o que se passa, como se soubessem do que a alma quer ser saciada.
Será que estamos deixando de lado tudo aquilo que precisa ser centro? Será que
estamos dando importância à futilidade? Colocamos valor em inverdades,
apostamos nossas fichas em incompletas palavras de realidade e amor. Estamos
nos entregando a tão pouco? Mergulhando no mar raso? Abandonando aquilo que nos
é por inteiro, abandonando a alma? Sim, estamos. Estamos nos ocupando com a
futilidade nossa de cada dia. Esquecendo dos passos lentos, do livre pensar.
Estamos presos às correntes da inverdade de nossas próprias palavras, nos
abrigando nas seguras grades do comodismo da infelicidade. Que preguiça é essa
de mudar?! Medo do novo? Medo das feridas. Mais fácil viver de tanques rasos de
indelicadeza. Nos falta a beleza dos olhos nos olhos. Das histórias contadas
pelos nossos velhos, o valor das rugas e dos fios brancos no cabelo. Onde? Em
que ponto, perdemos nossos valores mais simplórios? Onde foi que deixamos a
beleza dos primeiros passos da vida, para nos ocuparmos com nossas rotinas
enchidas de nosso ego, da nossa vulgaridade, da nossa individualidade? Onde
estão as mãos estendidas? O sorriso aberto? A alma livre, cheia de poesia e
vida pra dar? Onde estão os caminhos que se cruzam? Estamos na era do cada um
por si. Sempre foi assim? Existe alguém que lê isso com os olhos e escuta com a
alma? Este é o meu grito por hoje. A minha alma, grita hoje. Basta de tanta
futilidade, tanto individualismo. Chega da cegueira conveniente, para aquilo
que lateja no mundo a dor do desprezo, do pouco caso. Olhemos para o lado hoje.
Não se trata de auto realização. Se trata de humanidade. Será que ainda somos
capazes de entender essa palavra, e a sermos com a alma e não só com as mãos?
Será que ainda não perdemos àquilo que nos faz inteiros naquilo que sentimos?
Será que ainda somos capazes de amar sem “poréns”, sem porquês, sem apesares,
sem pesares?
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